Geral Fundos reforçam peso do imobiliário no investimento O imobiliário mantém uma trajetória de crescimento nos fundos de investimento, refletindo maior procura por ativos estáveis e ligados ao setor dos serviços. 26 jan 2026 min de leitura O setor do imobiliário continua a afirmar-se como um dos pilares do investimento coletivo em Portugal, com os fundos especializados a registarem uma evolução positiva no final de 2025. O aumento do valor sob gestão confirma a atratividade do imobiliário num contexto de maior procura por ativos tangíveis, capazes de oferecer estabilidade e proteção face à volatilidade económica. Crescimento do imobiliário nos fundos de investimento Em dezembro, o valor sob gestão dos fundos ligados ao imobiliário registou um crescimento mensal relevante, refletindo a recuperação gradual do mercado e a confiança dos investidores. Os fundos de investimento imobiliário concentraram a maior fatia deste crescimento, reforçando o seu peso no panorama financeiro nacional. Este desempenho evidencia a capacidade do imobiliário para captar capital num ambiente ainda marcado por incerteza nos mercados tradicionais. O imobiliário surge, assim, como um instrumento de diversificação cada vez mais valorizado. A preferência por este tipo de ativos está associada à sua natureza real, à previsibilidade dos fluxos de rendimento e ao potencial de valorização a médio e longo prazo. Mesmo com comportamentos distintos entre diferentes tipos de fundos, o imobiliário manteve-se como o elemento central das estratégias de investimento. União Europeia concentra investimento imobiliário A totalidade do investimento em imobiliário realizado por estes fundos teve como destino países da União Europeia, confirmando a preferência por mercados considerados maduros, regulados e com maior estabilidade jurídica. Esta concentração geográfica demonstra uma abordagem prudente por parte dos gestores, que privilegiam ambientes previsíveis para a aplicação de capital no imobiliário. Dentro deste contexto, o setor dos serviços destacou-se como o principal destino do investimento imobiliário. Escritórios, unidades comerciais e outros ativos ligados à atividade terciária representaram quase metade das carteiras dos fundos abertos, refletindo a relevância deste segmento na dinâmica do imobiliário europeu. A aposta no setor dos serviços indica uma leitura positiva sobre a resiliência da procura por estes espaços, mesmo num cenário de adaptação dos modelos de trabalho. Diferenciação entre tipos de fundos imobiliários Apesar do crescimento global, a evolução não foi homogénea entre todas as categorias de fundos ligados ao imobiliário. Enquanto os fundos de investimento imobiliário registaram um aumento do montante aplicado, outros veículos apresentaram ajustamentos negativos. Esta diferenciação reflete estratégias distintas de gestão e níveis variados de exposição ao risco no imobiliário. Os fundos especiais e os fundos de gestão de património imobiliário evidenciaram uma redução do valor sob gestão, sinalizando possíveis reequilíbrios de carteira ou necessidades de liquidez. Ainda assim, mesmo nestes casos, o imobiliário continuou a desempenhar um papel central, sobretudo através da exposição ao setor dos serviços, que permanece como referência na alocação de ativos. Imobiliário como ativo estratégico O desempenho recente reforça a perceção do imobiliário como um ativo estratégico para investidores institucionais e particulares. Num contexto de taxas de juro ainda relevantes e de ajustamento económico, o imobiliário oferece uma combinação de rendimento potencial e preservação de valor que continua a atrair capital. Além disso, a profissionalização da gestão e a maior transparência do mercado contribuem para a consolidação do imobiliário enquanto opção de investimento estruturada. A diversificação por tipologia de ativos e por localização dentro da União Europeia permite mitigar riscos e reforçar a sustentabilidade das carteiras. Perspetivas para o investimento imobiliário O início de 2026 aponta para a continuidade do interesse no imobiliário, embora com maior seletividade. A valorização de ativos ligados a serviços, logística e usos mistos deverá manter-se, acompanhando transformações económicas e sociais em curso. O imobiliário tende a beneficiar de estratégias focadas na qualidade dos ativos e na sua capacidade de adaptação. Em síntese, o crescimento registado no final de 2025 confirma o papel do imobiliário como motor do investimento coletivo. A concentração em mercados europeus e no setor dos serviços evidencia uma aposta na estabilidade e na geração de valor sustentado, reforçando a importância do imobiliário no equilíbrio das carteiras financeiras. Fonte: Supercasa Geral Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado